Albérico assume prefeitura amanhã Albérico Filho (PMDB) foi diplomado hoje, às 15h. Amanhã, no mesmo horário, ele toma posse na Prefeitura de Barreirinhas. Albérico Filho assume no lugar de Milton Dias (PT), prefeito cassado por abuso de poder econômico na eleição de 2008. Milton Dias, por intermédio de seus advogados, tentou permanecer no cargo até o recurso contra a sentença do juiz Luís Carlos Nunes Freire fosse julgado. O juiz Roberto Veloso indeferiu. O prefeito cassado desde sexta-feira (25) estava entrincheirado na sede da prefeitura, contra a posse da presidenta da Câmara, vereadora Soraya Batista (PP). Fonte da cidade garante que ele deixou a sede da prefeitura na manhã de hoje. Parece que o bom senso falou mais alto. Espera-se que amanhã o bom senso volte a falar mais alto.
Escrito por Roberto Kenard às 20h14
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Cassação no TSE O TSE tem a atribuição de julgar processos de cassação contra políticos, sem que haja uma decisão anterior dos tribunais regionais eleitorais? É o que decide amanhã o Supremo Tribunal Federal (STF). Tenho comigo que é quase impossível o STF decidir pela não competência do TSE. Primeiro, porque geraria um qüiproquó dos diabos. Segundo, porque seria a desmoralização do TSE. Acredito que o STF confirmará a competência do TSE para julgar processos de cassação contra políticos sem que haja decisão anterior dos tribunais regionais eleitorais. Aí os 77 processos de cassação que estão no TSE terão andamento. Mas, como diz o ditado, para cada cabeça uma sentença, melhor é aguardar.
Escrito por Roberto Kenard às 08h01
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De volta ao batente. Honduras A passionalidade não tem sido boa conselheira de jornalistas amigos do Poder. Prova agora – e mais uma vez – a confusão em Honduras. E antes que algum petista de calça curta venha nos acusar de apoiar o golpe naquele país, esclareça-se (é assim, no Brasil e no Maranhão): somos contra a derrubada do presidente Manuel Zelaya, o que não quer dizer, também, que achamos que ele seja de esquerda ou minimamente sério. Têm dito jornalistas passionais do petismo-lulismo, que a política externa brasileira é um primor, comandada pelo gênio Celso Amorim. Não é. Temos cometido asneiras a perder de vista, por conta de um esquerdismo de galinheiro. O governo brasileiro tem convivido risonhamente com ditaduras africanas (nas viagens de Lula a esses países nada é dito em favor da democracia ou dos Direitos Humanos). Tem a lhe manchar a entrega dos dois atletas cubanos que pediram asilo. Talvez porque em Cuba respire-se democracia e os dois atletas fossem reacionários consumados. Quando a população do Irã foi às ruas protestar contra a reeleição de Ahmadinejad (houve mortos e espancamentos a perder de vista), tida como fraudulenta, o gênio Celso Amorim e o amigo de Zelaya Lula da Silva disseram que se tratava de questão interna daquele país e que não cabia ao Brasil dar palpites. Por que mudamos tanto com Honduras? A chave do problema chama-se Hugo Chávez, o companheirão democrata da Venezuela. Chávez desrespeita todos os preceitos diplomáticos, ao meter-se em questões internas de países vizinhos. A diplomacia brasileira é muito sensível às palavras de Chávez. Tanto que ninguém duvida do seguinte: Brasil e Venezuela armaram a volta de Zelaya ao país. A Embaixada brasileira foi escolhida por conta da reputação de Chávez, era dar muito na vista. O Brasil cometeu sim uma ilegalidade ao fornecer a sede da Embaixada para Zelaya transformá-la em comitê de campanha por sua volta ao poder. Por lá, mais de 500 adeptos de Zelaya circulavam como se se tratasse de uma casamata. Como foi uma ilegalidade do governo hondurenho cortar água e luz da Embaixada do Brasil naquele país. Uma ilegalidade não justifica outra. O Brasil poderia assumir a posição de liderança no Continente e ser o grande fiador de um acordo para a volta de Zelaya? Prontamente. Isso seria bem diferente de cometer ilegalidade diplomática. Optou por um equívoco. Zelaya pode voltar ao poder. Mas a partir de agora ilegalidades passarão a ser vistas como legalidades na diplomacia tupiniquim. Um erro perigoso.
Escrito por Roberto Kenard às 17h45
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